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Dificuldade para engolir medicamentos

Comprimidos e cápsulas também podem ser difíceis de engolir. Quando isso acontece, é importante avaliar a dificuldade e verificar a forma correta de administrar cada medicamento antes de partir, triturar ou abrir.

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Ilustração editorial sobre dificuldade para engolir medicamentos

Tomar um medicamento faz parte da rotina de muitas pessoas. Quando existe dificuldade para engolir, comprimidos e cápsulas podem se tornar um problema adicional. A pessoa pode sentir que o comprimido fica parado, precisar de várias tentativas ou começar a evitar determinados medicamentos.

Essa dificuldade pode fazer parte de um quadro de disfagia, mas também pode acontecer em pessoas que não relatam dificuldade para comer ou beber. Ter dificuldade para engolir um comprimido, isoladamente, não confirma disfagia. [1]

Características dos comprimidos e cápsulas

Medicamentos sólidos apresentam tamanhos, formatos, superfícies e revestimentos diferentes. Além disso, determinadas formulações precisam manter sua estrutura original para liberar o princípio ativo da forma prevista.

A dificuldade precisa considerar duas coisas ao mesmo tempo: a deglutição da pessoa e as características do medicamento. [2]

Partir, triturar ou abrir medicamentos

Quando um comprimido se torna difícil de engolir, é comum pensar em triturá-lo, parti-lo ou abrir a cápsula. Isso não deve ser feito automaticamente.

Nem todo comprimido pode ser triturado e nem toda cápsula pode ser aberta. Formulações de liberação modificada, revestimentos e outras características podem ser alterados pela manipulação. A orientação deve ser verificada para cada medicamento específico. [3]

Outras formas de administração

Dependendo do medicamento, podem existir formulações líquidas, dispersíveis, orodispersíveis ou outras alternativas. A troca de apresentação pode exigir avaliação de dose, frequência, compatibilidade e outros cuidados. [3]

Medicamentos líquidos

Uma formulação líquida elimina a necessidade de engolir um comprimido inteiro, mas não é automaticamente a melhor opção para toda pessoa com disfagia. Se existe orientação específica sobre consistência de bebidas, isso também precisa ser considerado na administração do medicamento líquido. [3]

Avaliação e orientação profissional

O farmacêutico pode verificar se o medicamento pode ser partido, triturado, aberto ou substituído por outra apresentação. O médico pode avaliar a necessidade do medicamento e alternativas terapêuticas. Quando existe disfagia ou suspeita de alteração da deglutição, o fonoaudiólogo pode avaliar como a pessoa está engolindo e orientar a administração dentro do plano de cuidado.

Fontes e referências

Informação educativa não substitui avaliação profissional.