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Sinais de dificuldade para engolir

Tosse frequente, refeições mais demoradas, mudança na voz ou recusa de alimentos podem indicar que a deglutição merece ser avaliada. O conjunto e a repetição dos sinais importam mais do que um episódio isolado.

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Ilustração editorial sobre sinais de dificuldade para engolir

Nem sempre a dificuldade para engolir aparece de forma óbvia. Às vezes o primeiro sinal é uma tosse que começa a se repetir durante as refeições. Em outras situações, a pessoa demora mais para comer, evita determinados alimentos ou relata sensação de algo parado depois de engolir. [1]

Sinais durante as refeições

  • tosse ou pigarro durante ou logo depois de comer ou tomar líquidos;
  • engasgos frequentes;
  • sensação de alimento ou líquido parado na garganta ou no peito;
  • necessidade de engolir várias vezes;
  • alimento permanecendo na boca;
  • escape de alimento ou líquido pela boca;
  • refeições que passam a demorar muito mais;
  • cansaço durante a alimentação;
  • mudança na voz depois de engolir;
  • dificuldade para engolir comprimidos;
  • recusa ou redução de alimentos e líquidos antes consumidos normalmente.

Nenhum desses sinais, sozinho, confirma disfagia. [1]

Mudanças fora das refeições

  • redução da quantidade que a pessoa come ou toma;
  • perda de peso sem explicação;
  • necessidade crescente de ajuda nas refeições;
  • medo ou recusa de comer;
  • mudanças depois de AVC, cirurgia, internação ou doença neurológica;
  • infecções respiratórias recorrentes em determinados contextos clínicos.

Essas situações também podem ter outras causas. Elas são informações importantes para levar à avaliação. [1]

Observar sem testar

Família e cuidadores podem ajudar descrevendo o que aconteceu. Não é necessário oferecer alimentos ou líquidos de propósito para provocar um sinal.

Quando for útil, registre o que a pessoa estava consumindo, como estava preparado, o que aconteceu, com que frequência e se houve mudança em relação ao padrão habitual.

Situações de emergência

Obstrução importante da via aérea, dificuldade para respirar, incapacidade súbita de falar ou tossir de forma eficaz e outros sinais de emergência exigem atendimento imediato.

Fontes e referências

Informação educativa não substitui avaliação profissional.