Home›Cuidados no dia a dia›O papel dos cuidadores e da família

O papel dos cuidadores e da família

Cuidadores e familiares ajudam a colocar as orientações em prática, observar mudanças e levar informações para os profissionais que acompanham a pessoa.

Tempo de leitura: 3 min
Família acompanhando uma mulher adulta em conversa com uma profissional de saúde, em ambiente doméstico

Grande parte do cuidado acontece fora do consultório ou do hospital. É em casa que a pessoa faz as refeições, toma líquidos, usa medicamentos e convive com as adaptações necessárias no dia a dia.

Por isso, familiares e cuidadores podem ter participação importante. Essa participação não significa diagnosticar, escolher tratamentos ou alterar orientações por conta própria. O papel principal é compreender o plano, ajudar a colocá-lo em prática, observar o que acontece e comunicar mudanças. [1][2]

Transformar a orientação em rotina

Quando aplicável, quem participa do cuidado precisa entender quais alimentos e bebidas foram orientados, quais texturas ou consistências devem ser utilizadas, como preparar e conferir, como os medicamentos devem ser administrados e quando está prevista nova avaliação.

A família não deveria precisar adivinhar o significado de uma orientação. Quanto mais clara ela for, mais fácil será reproduzi-la na rotina.

Observar o dia a dia

  • refeições mais demoradas;
  • aumento do cansaço durante a alimentação;
  • redução do que a pessoa está comendo ou bebendo;
  • dificuldade nova com determinadas texturas;
  • tosse ou engasgos que passaram a ocorrer com maior frequência;
  • dificuldade para engolir medicamentos;
  • recusa de alimentos ou bebidas antes aceitos;
  • mudança importante em relação ao padrão habitual.

Essas informações ajudam os profissionais a entender como o plano está funcionando fora da consulta. O objetivo é observar o que acontece naturalmente, e não oferecer alimentos ou líquidos de propósito para testar a pessoa.

A informação precisa circular

Quando várias pessoas participam do cuidado, ajuda manter uma referência simples e atualizada com as orientações em uso, consistências indicadas, modo de preparo, administração de medicamentos, principais observações e data da última avaliação.

A pessoa continua participando das decisões

A presença de familiares ou cuidadores não deve retirar a autonomia da pessoa. Sempre que possível, ela deve participar das decisões que afetam alimentação, hidratação, medicamentos e rotina. Preferências e hábitos não substituem avaliação clínica, mas são informações relevantes para o cuidado.

O cuidador não substitui os profissionais

Família e cuidadores não devem decidir sozinhos qual textura utilizar, aumentar ou reduzir espessamento, escolher uma nova estratégia de deglutição ou modificar medicamentos. Quando uma orientação deixa de funcionar ou a condição muda, essa informação deve voltar para a equipe.

O cuidado também afeta quem cuida

A disfagia pode aumentar o trabalho necessário para organizar refeições, bebidas, medicamentos e consultas. Uma revisão sistemática identificou impacto sobre cuidadores em diferentes contextos, incluindo mudanças no preparo das refeições, rotina, vida social e necessidade de apoio. A intensidade varia entre pessoas e situações. [3]

Fontes e referências

Informação educativa não substitui avaliação profissional.